Ao longo da história, somos desafiados(as) a compreender “o novo”. No entanto, a compreensão científica da sociedade de classes antagônicas nos lembra que as tecnologias e suas transformações sociais são fruto de esforços contínuos e intensos de inovação nos processos produtivos, que buscam produzir cada vez mais riqueza com o mínimo possível de trabalho. Eliminar o fogo vivo da valorização do capital é algo impossível nas relações sociais, em que a exploração da força de trabalho constitui o eixo central que dá origem a qualquer forma de riqueza. Este livro, ancorado no que há de melhor na tradição crítica das Ciências Sociais e do Serviço Social, não se surpreende com “o novo” nos processos produtivos. Pelo contrário, convida o(a) leitor(a) a enfrentar e decifrar o futuro do trabalho e da Indústria 4.0 no interior das contradições do capitalismo contemporâneo.
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